Nada mais original do que fazer uma redação/post 'minhas férias', né? Pois é. Estou de vacances desde sexta, dia 16. Aí, no sábado, dia 17, já segui para Chamonix, uma cidade francesa nos Alpes. Para chegar lá, eu, a Anna e a Suzana pegamos um avião até Genebra, na Suíça, e seguiríamos de trem para o destino final. MAS a SNCF (companhia francesa de trem) não colaborou. Quando chegamos à gare onde pegaríamos o trem para os Alpes, vimos que ela estava fechada.
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Depois de atravessarmos a cidade,
encontramos a Gare Eaux Vives fechada |
Pedimos informação e nos disseram que passava um ônibus em frente a uma placa, e que devíamos esperar lá. Esperamos. Esperamos. Esperamos. 15 minutos depois da hora marcada, um motorista do transporte público suíço nos disse que já havia visto uns japoneses que passaram pela mesma situação que a nossa e nos aconselhou a mudar a tática. Resultado: voltamos para o aeroporto e acabamos comprando uma passagem de ônibus que saía de lá. Bem mais simples, bem mais rápido. Em pouco mais de duas horas chegamos à Chamonix.
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| Ana e eu, chegando aos Alpes |
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| Vista da avenida em frente à gare, logo que desembarcamos |
Cidade fofa, parece toda decorada para o Natal, com os telhados e as ruas cheias de neve. Só faltaram fitas vermelhas e Papai Noel por todo o canto. Fomos caminhando da gare até o hotel. Aliás, dá para atravessar a cidade andando mesmo. O que dificulta é a neve -- e as nevascas foram ficando mais fortes a cada dia.
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| Nosso hotel novinho! |
Ficamos no hotel Le Faucigny, que acabou de ser inaugurado (a festa, inclusive, foi na noite em que chegamos). Fomos as primeiras a ocupar nosso quarto. Que era bonitinho, moderninho. Mas o banheiro estava sem aquecimento e água quente no primeiro dia. Vejabem.
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| Isso sim é árvore de Natal (nem precisa de enfeites) |
No segundo dia, fomos esquiar. Ou melhor. Elas foram. Eu tentei, mas só andei pra trás. No segundo dia, acordei entendendo o esporte. Cheguei à pista, dei uma observada, coloquei o esqui e saí andando. Sério. Nem parecia a mesma pessoa. Acabei fazendo uma aula com uma instrutora, que deu dicas preciosas. Mas depois deu uma travada de novo. Ainda bem que aproveitei o meu momento atleta destemida.
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| Eu sou aquela de calça branca e jaqueta verde no fundo |
A gente estava prevendo ficar 3 dias em Chamonix e dois em Genebra. Mas acabamos estendendo nosso
séjour nos Alpes. No último dia, o plano era subir o teleférico que dá acesso às pistas mais altas pra fotografar a paisagem (inclusive o Mont Blanc). Mas nevou demais e o tempo estava completamente fechado. Acabamos aproveitando pra andar mais pela cidade.
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| Que medo de tentar tirar esses carros do lugar |
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| E nunca mais parou de nevar |
Além da paisagem e do esqui, vale destacar a comida de Chamonix. No primeiro dia, fomos a um restaurante típico indicado pelo hotel e comemos foundie de queijo. No segundo, escolhemos um prato com carne na pedra, sabe? (igual no Brasil, quando chegam pedaços de carne e nós preparamos na mesa). No terceiro, foi a vez da raclette. E aconselho todo mundo a comer a raclette de verdade, daqui da França. Muito bom. No quarto dia, acabei voltando à minha querida sopa de cebola.
Deu pra perceber que a alimentação é reforçada, né? Só assim pra ter energia pra enfrentar o frio. Aliás, quando estávamos lá, usamos o termômetro da farmácia como referência. Na nossa última noite de Chamonix, fazia -4ºC. Mas com certeza a sensação térmica era de muito menos.
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Então, depois de 4 dias nessa geleira, pegamos um ônibus de volta para Genebra. Chegamos à Suíça e devia estar uns 4ºC (positivos). Mas todo mundo sentiu calor, tirou luvas e cachecol. É impressionante como o corpo vai se acostumando...
Dormimos uma noite no Hotel Bernina. Bem localizado e agradável. Fica do lado de uma cervejaria onde, obviamente, demos uma passada na primeira noite. Experimentamos a cerveja especial do Natal (bière de Noël) e comemos uma pizza. Mas tudo é mais difícil onde existe a possibilidade de falar alemão. Uma simples redonda feita com uma espécie de bolacha em vez de massa chama FLAMMENKUECHES (claro que copiei esse palavrão da foto abaixo).
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| Cardápio simpático, com foto pra ajudar turistas que não falam alemão |
Enfim. No dia seguinte, passamos na sede da ONU, no lago de Genebra e demos uma volta pela cidade.
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A ONU, a cadeira com a perna quebrada
e alguns manifestantes |
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| Lago enoorme e com água limpinha, limpinha (dá pra ver o fundo) |
Claro que compramos chocolate antes de embarcamos de volta para casa. E é sempre uma sensação muito boa chamar Paris de 'casa'.