Nuossa. Faz tempo que não escrevo aqui. Até me esqueci de contar como foi o carnaval. Então, esse post vai ser basicamente sobre isso. Depois 'atualizo'.
Eu, sinceramente, não estava botando muita fé no carnaval pariense. Mas também não estava sofrendo como a Fernanda, minha alma gêmea daqui. Acho que porque eu havia acabado de voltar do calor escaldante do Brasil e dá até um certo alívio não derreter cada vez que a gente sai na rua. Mas enfim. O carnaval tava lá, no calendário. Eu sabia que uma hora ia querer ouvir uma bateria e tentei acreditar que acompanhar a transmissão pelo G1 seria suficiente.
Para não pensarmos muito nisso, sugeri um jogo de rugby no sábado à tarde. E lá fomos nós, eu e Fernanda, pessoas que gostam da folia, descobrir Saint Denis, uma cidade que fica aqui do lado de Paris. O estádio onde aconteceu o jogo foi o mesmo onde o Brasil perdeu a Copa de 1998. Logo, era importante conhecê-lo e seria interessante que isso não acontecesse num jogo de futebol, pq os franceses adoram lembrar da vitória deles.
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Demorei pra baixar e acabei apagando, sem querer,
outras fotos melhores. Por isso a catedral está torta |
Aproveitamos para conhecer a catedral de Saint Denis. Por fora, não é muito impressionante. Ou melhor, é. Mas lembra bem a Notre Dame e tantas outras que a gente conhece. Depois de entrarmos, descobrimos que é lá que ficam os restos mortais dos reis da França. Tinha até da Maria Antonieta. O lugar é frio, muito frio, mas vale a visita.
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| Estatuetas ficam espalhadas no fundo da igreja |
Depois, procuramos um lugar para almoçar e, sinceramente, não foi fácil. Não tinha nada muito 'apresentável'. Acabamos pedindo quiche mas, mesmo assim, foi decepcionante. E seguimos para o jogo.
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| Antes do começo do jogo |
O estádio é muito bonito. Sinceramente, não me lembro de ter visitado um lugar como esse no Brasil. Quando chegamos, uma banda estava tocando. Depois, houve uma tentativa de carnaval. Ça veut dire. Várias moças entraram dançando de biquíni e acessórios como de escolas de samba, seguidas por uma minibateria e uma ala de capoeiristas (????). Era um samba bem do fraco. Os franceses, na arquibancada, não entendiam nada. Eu e a Fernanda ficamos rindo. E as moças dançando, naquele frio. Elas deram a volta no campo e depois entraram no gramado. De repente, um minicarro alegórico parou e algumas delas entraram. O locutor, tentando explicar o vexame, falava "Hoje é carnaval!". Mas ninguém se empolgou muito.
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| Pois é. Ninguém entendeu |
E enfim o jogo começou. Paris (que usa um uniforme rosa) e Toulon (preto e vermelho). Já havia aprendido as regras básicas com o Eduardo, namorado da Fe. Mas ele não estava com a gente. Então, foi meio na raça. De qualquer maneira, eu acho muito engraçado aquele bando de homem, um em cima do outro, e a bola saindo voando do meio dessa confusão. Foi bem legal, um empate de 19 a 19, arrancado nos últimos segundos, literalmente.
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| A foto ainda é do aquecimento |
Depois do jogo, fomos para a Cidade Universitária, onde rolou uma festa de carnaval de verdade, levando em consideração todo o contexto. A gente tava meio cansada e não seguimos a 'orientação' de irmos fantasiadas. Ficamos arrependidas. Ainda bem que os organizadores deixaram umas máscaras pretas para os desavisados (merci, Pedro). O jeito foi dançarmos parecendo a "tiazinha" depois da fama. E tocou marchinha. Jorge Ben. E teve cerveja gelada. O que mais a gente podia querer?
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| Parte do bloco 'Vai, tiazinha', na festa de sábado |
Domingo teve carnaval de rua. Eram oito ou nove blocos, um atrás do outro. Uma zona. Tinha de tudo -- até um povo com cara de boliviano, sabe? As baterias se misturavam. Mas foi animado. E serviu pra mostrar, principalmente, que carnaval não combina com frio. É um pouco estranho tentar acompanhar os grupos sem luvas. Tava sol, mas não tava quente. Pelo menos descobri uma escola de samba aqui (chama Aquarela).
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| Uma bateriazinha pra quem tava em crise de abstinência |
Observação: esse post é quase uma homenagem. Feeeer (Bochembuzo), escrevi pq vc falou que tá com saudades!