quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Voyages...



Hoje faço dois anos de Paris. E uma amiga querida mandou um texto bem legal pra “comemorar”.

Uma vez fui viajar e não voltei. (...)

Vivi além da minha imaginação. Contrariei expectativas e acumulei riquezas imateriais. Permiti ao meu corpo e à minha mente experimentar outros estados de vivência e consciência.

Redescobri o que me fascina. Senti calores no peito e dei espaço para meu coração acelerar mais do que uma rotina qualquer permitiria.”

Foi mais ou menos isso o que aconteceu comigo nesse tempo de vida francesa. Paris tem a torre, o Arco, o Louvre, o Sena. Tudo isso que eu ja conhecia e que, ainda hoje, me fascina. Mas a “minha” Paris tem outros contornos.

“Minha” Paris é feita de sensações que eu nem sabia mais que poderia ter. Não posso esquecer tantos momentos de nervoso, de ansiedade, de angustia, de imaginar que nada nunca ia dar certo. Mas, no fim, ta tudo funcionando. Paris me ensinou, acima de tudo, a ter paciência e mais confiança (em mim, nas pessoas, na vida).

“Minha” Paris tb tem uma multidão de gente. Recebi, literalmente, as MELHORES visitas. Queridos que, eu sei, conseguiram enxergar um pouco do que eu gosto aqui. Ganhei amigos incriveis, desses de estrada que o texto fala, que tenho certeza que estarão sempre perto. Ainda reencontrei pessoas que continuam no Brasil, mas me escreveram, me contaram das suas novidades, e até uma amiga de infância que me encontrou durante sua viagem de férias com o marido e, de repente, foi como se a gente nunca tivesse se separado. Paris me ensinou que quem é importante nunca sai de verdade da sua vida, nem fica longe, por mais que um oceano tente atrapalhar o contato fisico.

“Minha” Paris tem malas, mudanças e andanças. Até agora, foram quatro estudios – todos menores do que o apartamento em que eu morava em SP, antes de vir para ca. Nenhum deles “ao lado” da escola ou do trabalho, como tb era no Brasil. Paris me ensinou que “minha casa” é muito mais do que o que vejo entre as paredes e me fez repensar a noção de publico, de usar o espaço da cidade (os parques, as margens de rios e canais, as piscinas da prefeitura).

“Minha” Paris me fez enxergar diferente esse lance de “diferenças culturais”. “Minha” Paris, na verdade, é quase uma novela da Gloria Perez. “Minha” Paris tb tem samba, coxinha, moqueca e feijoada. “Minha” Paris fala mais português do que eu imaginei que falaria. E aprendi (ou tô aprendendo) que tudo tem seu tempo e seu lugar.

Bem, “minha” Paris ainda não me ensinou tudo. E ainda bem que vou continuar aprendendo.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Château Vaux le Vicomte

Imagina um château desses franceses, no melhor estilo Vale do Loire. Imagina um château com um jardim enoooorme e tão bonito onde da pra fazer pique-nique, com queijos e vinho. Imagina um château e esse jardim iluminados por velas num sabado, com a temperatura de fim de verão/chegando no outono. Imagina um château e um jardim iluminados por velas e dez minutos de fogos de artificio pra encerrar o dia. Pois é. Foi isso que vi/fiz no sabado à noite.







Info pratique
O château chama Vaux le Vicomte. E realizei enfim o sonho de conhecer um château com fosso de verdade (que ainda existe, pelo menos) em volta.
Para chegar, pegamos trem até Melun e, em 25 min, chegamos. Depois, pegamos um ônibus para o château. Para quem tem o passe anual do transporte publico parisiense, o trem até Melun é de graça e o ônibus, 5,50 euros (ida e volta).
Para entrar no château, são 19 euros. E ha restaurantes la dentro para quem não for adepto do pique-nique (vai que, né?).
O site do château: http://www.vaux-le-vicomte.com/

E tinha até uma princesa :-)


Ta. Na verdade, eram algumas amigas com roupas cor de rosa, "alegorias" na cabeça e uma princessa. Provavelmente, era um enterrement de vie de jeune fille -- literalmente, enterro da vida de moça, como eles chamam a despedida de solteira.