Dizem que é meio complicado conseguir o visto para entrar na França. Bem, eu fiquei nervosa. Olhei toda a papelada milhares de vezes, conferi as cópias, os originais, o dinheiro que tinha de levar e as fotos (3,5 cm por 4,5 cm). Na saída da minha casa para o consulado, não encontrava as fotos, fiquei mais nervosa e pensando se ia conseguir. Lá embaixo do prédio, perto da bandeira francesa, tava tremendo e tentando arrumar as coisas, pela última vez.
O plano B era parecer meiga, fazer um *plim* e convencer a atendente a liberar minha entrada usando a minha simpatia e, talvez, algumas lágrimas (afinal, chorar na frente de todo mundo é minha especialidade).
Contei com o apoio dos meus pais, que estavam aqui em SP. Minha mãe ficou perto de mim lá no consulado. Como se eu estivesse no primeiro dia de aula, sabe?
No fim, deu certo. A mocinha foi simpática e nem precisei usar meus artifícios supracitados. A senhora que analisou os documentos foi rápida, desconfiou só da liquidez da minha conta. Mas nada que a papelada não resolvesse. Elas me disseram pra buscar o passaporte daqui a cerca de duas semanas.
A essa altura, na minha lista de pendências, já risquei o visa. Ufa.
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