Durante alguns anos, eu gostava de comer Big Mac em todos os paises que visitava. Na verdade, sempre dava uma olhada no cardapio e achava engraçado ver as opções mais especificas, de acordo com cada lugar. Mas o Big Mac é o Big Mac e eu embarcava nessa.
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| O bom e velho Big Mac |
Claro que, para comer num Mc Donald’s durante as viagens, eu tenho de admitir que gosto, e muito, do McDô (como chamam aqui). No Brasil, dava uma passada pelo menos uma vez por semana. Até que vi um desses programas de alimentação saudavel no GNT e eles criticavam a carne vermelha usada nessa rede. Não sou tão vulneravel assim quando o assunto é comida, mas deixei de comer sanduiches de carne do McDô. Não que eu tenha abandonado – vejabem. Eu so escolho os sanduiches de frango agora. Aqui na França eles têm um wrap que é uma delicia e ja experimentei ainda um McBaguette.
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| Tradição francesa no McDô |
Eu fiz toda essa introdução so pra falar das diferenças culturais inclusive em algumas redes de restaurante. Eu acho que tudo é adaptado também ao gosto dos clientes. Claro que nos, brasileiros, estranhamos a pimenta da comida mexicana. E, por isso, em SP, esses pratos vêm com um tempero diferente. Ja ouvi falar também da “comida indiana de Londres”. Ja fui a dois restaurantes indianos la, e era possivel escolher o “nivel” da pimenta. Mas os garçons também falaram em pequenas mudanças em relação ao que é servido na India.
No meu dia a dia, o que mais me chama a atenção, aqui em Paris, é a comida japonesa. A primeira vez que fui a um restaurante brasileiro foi em SP, com duas amigas de infância. Fora a dificuldade de comer com “palitinhos”, eu gostei muito do gosto e, cada vez mais, virei adepta dessa cozinha. Quando meus pais foram para o Japão, visitei alguns restaurantes tipicos. O que mais me chamou a atenção foi que os japoneses usam menos shoyu – pq eles gostam de sentir o sabor da comida, e não do molho, segundo uma amiga da minha mãe. Lembro de ter visto as mesmas opções de sushis e sashimis do Brasil, mas ter comido uma omelete, que não fazia parte dos meus menus japoneses até então. E senti falta do shimeji e do shitake.
Aqui em Paris, eu vou a restaurantes japoneses pelo menos uma vez por semana. E notei diferenças desde sempre. Primeiro, todos eles têm, como entrada, o tradicional missoshiro (até ai, tudo bem) e uma salada de repolho bem temperada. Praticamente todos os suhis têm abacate. E o cardapio oferece também espetinhos (chamados de brochettes), de frango, de carne de vaca et de carne de vaca com queijo – e o gosto dos espetinhos é o mesmo, em todos os restaurantes, o que me faz acreditar numa imensa rede de distribuição. Além disso, nunca vi shimeji e shitake e ja tive que explicar o que é isso para os franceses.
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| Menu jap à Paris: salada de repolho, sushi com abacate e espetinhos |
Ja comentei das diferenças com o povo daqui e me falaram que muitos restaurantes japoneses são, na verdade, administrados por chineses e coreanos, o que explicaria a salada de repolho e os espetinhos. Sobre o abacate, eles dizem que costumam colocar a fruta em tudo (e é verdade). Então, se entrar em um restaurante japonês em Paris, esteja preparado para o duo repolho e abacate, e pode arriscar um espetinho.
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