quarta-feira, 23 de outubro de 2013

La manicure

Como falei antes, tava de férias no Brasil. Logo depois que cheguei, ja no primeiro dia, fui ao salão fazer as unhas e a escova progressiva, como toda brasileira que mora no exterior ou passa um tempo fora. Tinha marcado sobrancelhas tb, mas esqueci e fui a outra mulher com a minha mãe.

Ja nesse dia, a manicure comentou que minhas unhas estavam muito curtas e fracas. Sim, eu como unha (desculpa, mas odeio a conjugação do verbo roer). E dai pensamos num plano de tentar refazer o trabalho toda semana, pra ficar com as mãos mais bonitinhas. Deu quase certo, pq acabei viajando um tanto e não deu tempo de fazer as unhas três vezes. Fiz duas, mas ja voltei com a mão mais apresentavel. Trouxe na mala uma base fortificante, que comprei no Paraguai (pois ééé, fui pra la. E juro que a base é da boa e original).

Essa semana, reparei que minhas unhas cresceram e quis manter assim. Procurei telefones de manicures brasileiras e avaliei as possibilidades perto do trabalho, ja que saio cedo de casa e volto tarde -- ta quase tudo fechado quando tô por la. Ontem, duas unhas quebraram. E foi um alerta. Hoje tava livre na hora do almoço, fui até um “salão” perto do trabalho mesmo e estreei na manicure francesa.

Esmalte bem clarinho, para evitar sustos
(o machucadinho foi arte minha, antes de ir à manicure)
Como ja sabia, elas não tiram cuticula. O processo é mais rapido do que o brasileiro: primeiro ela lixa o comprimento das unhas, depois a superficie (com aquela lixa mais leve). Depois passa um liquido para amolecer as cuticulas e, com o palito, vai empurrando e limpando embaixo da unha. Ai pega um lencinho umidecido, limpa cada unha e passa os esmaltes. Foram duas “mãos”. Em seguida, a base e um acelerador de secagem (que parece um oleo de secagem que a gente usa). O resultado? Engraçado, para quem esta acostumada a frequentar salão e acompanhar as amigas que fazem unha da maneira brasileira. Como era de se esperar, ela passa esmalte basicamente no meio (ja que não tem palito com algodão pra limpar depois). As bordas ficam meio tortas. Depois que seca, da a impressão que o esmalte ja é meio velho, sabe. Pq fica aquele espaço embaixo sem nada, ou com acumulo do produto. Enfim. Para mim, acho que ta otimo, porque não tenho a minima habilidade para fazer isso em casa. No maximo, uma base, que acabo arrancando em seguida.

Enquanto a manicure (super sympa, chamada Angès) fazia seu trabalho, conversamos um pouco e ela foi me explicando que a francesinha, aqui (French mains), é so passar o esmalte branco emcima mesmo. E ela elogiou que o branco da minha unha é bem branco, o que é otimo, segundo ela. Falamos da dificuldade de deixar crescer a unha, uma vez que tenho o habito de roê-las. Ela comentou “ainda bem que cresceu, se não, não daria pra fazer manicure, né?”. Ou seja. Pra elas, manicure é lixar.

Agora vamos à parte mais dificil: a financeira. A maioria dos salões que têm manicure e depilação cobra uma “assinatura” – normalmente, vc fecha planos de seis meses, que te garantem desconto. Em casos de redes de beleza, os cartões valem para todas as unidades, inclusive em outras cidades ou até pais. Se vc não tem assinatura, paga bem mais caro. Ainda ha de se considerar que qualquer tipo de serviço, aqui, é bem mais caro do que no Brasil. Então, nessa brincadeira de deixar as mãos mais bonitas, acabei gastando quase 80 euros (elas cobram a mais para passar o esmalte).

Achei vantagem fazer a assinar nessa rede (Body Minute), pq eles têm tb depilação e é muito facil de encontrar lojas por ai. Perto de casa tem pelo menos duas. E ja tenho amigas que usaram esse serviço e recomendam.

Na verdade, é um misto de salão de beleza e clinica de estética. Eles oferecem também massagem redutora, bronzeamento artificial e esfoliação, por exemplo. Enquanto esperava, peguei um folheto de um programa de redução de medidas. E eles oferecem inclusive so os produtos. Segundo o catalogo, um deles age em zonas “rebeldes” do corpo -- bunda, coxas e quadril. Rebeldes. Pois é.

Tenho rebeldia de sobra

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