terça-feira, 9 de abril de 2013

Nouvel an

Faz tempo que não venho aqui. Muito. E percebi que isso pode ser ruim. Porque é muito bom ter as memorias registradas. Aquela primeira impressao guardada. Depois de um tempo, a gente relê e ai as coisas tomam outra dimensão. Enfim.

2013 começou em uma soirée open bar. Com um sentimento estranho, sabe? Porque eu quis muita coisa pra 2011 e 2012. Mas o réveillon de 2013 foi assim, de vestido claro (como as brasileiras gostam, né? Pq aqui ninguém liga), mas sem saber o que desejar. Se tudo continuasse do mesmo jeito, ja estava legal. Mas a gente sempre quer mais, né?

E 2013 começou em uma soirée open bar, com uma mesa gigante cheia de brasileiros – mais importante, a maioria la da região do 019, onde o r é puxado de um jeito diferente. Ai que tinha musica, boa companhia que até inventou de pular sete ondas na frente do bar. Vai que funciona, né? Aqui, a gente abraça as nossas novas superstições.

Ai janeiro passou voando. Acabou com um fim de semana fantastico, com as visitas mais queridas. Susan Miller disse: “You are likely to have a beautiful event to attend on Saturday, January 26 - a wedding, anniversary, benefit, or other celebration. On this weekend, you'll be surrounded by lots of friendly faces”. Eu nem botava muita fé nela, mas foi lindo ter, ao mesmo tempo, três dos mais queridos amigos, aqueles que sempre apoiaram essa minha loucura de pegar as malas e parar em Paris.

Muito amor
Ai no começo de fevereiro, peguei o avião. De férias. No Brasil. Rodeada de novo por friendly faces. Mais que isso. Calor, de calor humano. E sofrimento com o calor da rua, sabe? Mas teve praia e carnaval do Rio. Era um plano. E deu certo. Teve bloco com dois dos amigos mais lindos que encontrei na vida. Teve Sapucai com a prima querida. Teve tantas manhãs de familia, com meu sobrinho roubando o mouse (ou qualquer outro objeto), correndo e a gente rindo atras dele. Mas eu voltei.
Carnaval na Sapucai (a foto ta péssima, mas garanto que foi legal)
E fui pra Berlim a trabalho. E voltei. E recebi duas visitas queridas: uma amiga de infância e uma outra prima querida. Que cresceu tanto, meudeus. Ela queria ver neve e ficou presa na estrada, dentro do ônibus, a caminho de Amsterdan. Eu nem sabia o que pensar. Ta, ela cresceu tanto. Ainda bem.
No meio do hotel, em Berlim, tinha esse aquario

O muro. Ou uma parte dele

Mas deu tudo certo. E nesse tempo foram dois fins de semana de viagem. Novas cidades, novo pais: Bordeaux e Roma. Conhecer a Italia com alguém tão italiana quanto eu foi bem legal. De quebra, duas netas de Francisco assistiram, ao vivo, a primeira bênção do papa Francisco. Dona Ada ficaria orgulhosa, eu sei. (e essa visita merece outro post. Vou tentar escrever logo)

La no Vaticano. Depois vou procurar a foto do papa (em outra janela, por sinal)
Ai que a vida aqui sempre tem movimento. Gente que chega, gente que vai, gente que volta. Não é legal se acostumar a despedidas e eu não quero “saber” me despedir. Paris me ensinou que ninguém é insubstituivel, mas a gente sobrevive. Minhas sextas ficarão mais vazias. Mas ninguém disse que seria facil. E é assim, né?

Pois é. Ta na hora de falar tchau :-(


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