Sinceramente, eu conhecia o Atlético de Bilbao e sabia que a cidade tinha um modernoso museu Guggenheim. De resto, foi tudo uma boa surpresa.
Pra começar, Mayra foi me buscar no aeroporto e é sempre bom quando a gente chega e tem alguém pra abraçar, né? Fomos de ônibus para a cidade, pagando 1,40 euros pela passagem (e foi so o começo do meu espanto com a diferença dos preços em relação a Paris). A cidade é cortada pelo Rio Nérvion. Ao lado dele, ha enormes passeios onde sempre tem gente correndo, fazendo exercicios ou conversando; o museu que ja citei; e a Universidade Deusto, onde a amiga inteligente estudou. Da casa dela, fomos andando para o Casco Viejo, o centro antigo. Vi a praça quadrada da cidade (tipica da Espanha), igrejas, o teatro e outras belas construções. Tb vi a “marquinha” no chão, que indica que Bilbao faz parte do caminho de Santiago de Compostela (alias, fiquei chocada quando percebi que Santiago, em francês, é Saint-Jacques. Faz tempo, mas isso ainda me parece bizarro).
![]() |
| O museu Guggenheim em dois angulos. E uma ponte ao fundo |
![]() |
| O cachorrinho de flores, que fica perto do museu |
![]() |
| A marca do caminho de Santiago, em San Sebastian, e os pintxos com sangria |
No terceiro dia, pegamos o trem para Mundaka. Eu tinha conversado com um francês que morou em Bilbao e disse que Mundaka tinha “as mais belas ondas do Pais Basco”. Ok. Vamos eu e Mayra descobrir. No caminho, passamos por Guernica, a cidade que inspirou aquele quado do Picasso, que adoro (mas não deu tempo de parar...uma pena). Chegamos em Mundaka, que é uma pequena cidade bem interessante. Muita gente tava falando basco, e parecia que eram todos amigos de infância. Sabe interior? Então. Escolhemos um restaurante que servia comida que parecia bem caseira. Mayra disse que estava em duvida entre o frango e o bonito (como eles chamam atum). E ouviu “O atum é fresco, daqui”. Optamos por ele e tava bem gostoso. Depois, a gente não conseguia encontrar a tal praia cheia de ondas. A colega de viagem encontrou um mapa que explicava que as ondas apareciam no inverno. Pois é. Andamos um tanto, ao lado da costa de pedras, descemos uma escada e conseguimos chegar a uma tira de areia. Foi outro dia de mar tranquilo e de agua gelada, ouvindo os gritinhos das crianças espanholas que corriam em volta.
![]() |
| Placa simpatica em espanhol onde todo mundo falava basco. E o mar sem ondas |
No dia seguinte, Mayra teve de arrumar as coisas, ja que ela tinha passagem comprada pra voltar ao Brasil. Eu tirei um cochilo no começo da tarde. Depois, saimos para andar e aproveitar um pouco da festa tipica. Vimos umas danças bem interessantes, que me lembraram da Festa do Divino, de Piracicaba (acho que é a saudade da terrinha). Quer dizer, os moços usavam roupa branca e vermelha, mas tocavam castanholas. Teve tb um grupo de meninas que dançou com remos nas mãos e um senhor que ficou fazendo passinhos pulandinho em cima de um caixão sustentado por seis homens. Esse foi o mais impressionante. O tiozinho tava numa super performance e os coitados dos “apoiadores” transpiravam. Ainda comemos churros com chocolate e voltamos pra casa.
Segunda parti logo cedo, junto com a Mayra e suas malas. Ela foi minha companheira durante as festas de fim de ano por aqui. Foram dois Natais (em Strasbourg e Bruxelas, onde ela morou) e dois réveillons (ambos em Paris). Por isso, brinco que estarei orfã em dezembro e me convido para festejar com todo mundo que sei que vai estar por essas bandas. A vida na Europa tem dessas: a gente ganha novos amigos, mas tb esta sempre "perdendo" pessoas importantes.
Info pratique:
Para quem quer saber mais sobre Bilbao, o link da Wikipedia sobre a cidade (pois é. Me rendi. Nem acredito). Fui de Vueling, de Paris/Orly, pra la.
Fomos para San Sebastian e Santander de ônibus. As passagens ficaram em torno de 12 euros (ida e volta) e as viagens duraram entre uma e duas horas (cada trecho). O trem, para Mundaka, foi mais em conta, e demoramos uma hora pra chegar.







Nenhum comentário:
Postar um comentário