Já ouvi falar que fazer mudança aqui na França é bem caro. Claro que não é a mudança que vou fazer, de levar as malas de roupa e pronto (para quem não sabe, esse estúdio onde estou hospedada -- no prédio dessa foto aí embaixo -- é provisório e vou trocar de endereço daqui a duas semanas). Esse segundo tipo, para uma estudante, é caro também. Mas não vou ficar reclamando.
Enfim. Mudança de móveis e eletrodomésticos, daquelas de caixas e tals, é cara. Muita gente pede ajuda para os amigos mesmo. Já vi propaganda de empresa que leva o caminhão até a frente da sua casa, mas vc tem de carregá-lo.
Fora o dinheiro, tem todo o lance da dificuldade. Há muitos prédios lindos, mas velhos por aqui. Sabe, né? Aqueles telhados azuis são belíssimos, mas escondem apartamentos pequenos e muitas escadas para chegar a cada um deles. Sim, é raro ter elevador. Por isso eu estou meio apegada aos imóveis que oferecem essa maravilha da tecnologia.
Muitos foram instalados nos vãos da escada e são minúsculos. Como no prédio onde moro agora. O elevador não tem nem poço. Ele acaba de vez no térreo (rez-de-chaussée, para os franceses). E cabe, no máximo, três pessoas. Mas é no máximo mesmo. Tem até um aviso que o elevador é só para o transporte de pessoas e não cargas.
Aí que desde a minha chegada, com todas as malas, ficava pensando como é que as pessoas fazem para mudar, independente do preço. E a movimentação no quartier me mostrou. Toda semana, aqui perto, tem uma mudança em alguma rua. E é assim: eles estacionam o caminhão, estendem uma esteira e penduram os móveis e caixas nela. É bem engraçado. E inteligente, vai. Talvez até mais fácil do que ficar carregando no braço.
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