Eu ia escrever ontem do fim de semana, mas estava empolgada por ter acabado de enviar o presente da amiga secreta. Então, agora, vai a descrição do week-end tipicamente lucianístico. Começou na sexta, em uma petite soirée na casa de um colega brasileiro, que também está fazendo Master aqui. Na volta, eu e a Anna estávamos no metrô e eu decidi descer na estação Saint Michel. Quando estávamos na plataforma, fora do vagão, ela disse 'mas, Lu, não é aqui a baldeação'. E o metrô fechou. E o alto-falante soltou 'essa estação vai fechar daqui a dez minutos'. Ou seja, era o último metrô. Aí descemos e começamos a procurar táxi. Até que vimos uma fila e fomos até lá. Mas aí olhamos para o lado e tinha uma árvore de Natal em frente da Notre Dame. A gente foi até a igreja para tirar fotos. Mas a câmera não colaborou...aí tem que escolher: ou só dá para ver bem a igreja, ou só a árvore, ou só as modeletes. Tudo junto não rolou, como mostra a imagem abaixo.
No sábado, fui com a Fernanda a um show do Jorge Aragão, que na verdade ia acontecer em um evento chamado Festa da Cachaça e prometia ainda feijoada e shot dessa bebida de graça (na verdade, a frase era ambígua no flyer e a gente já não tava acreditando que os dois eram 'prêmios'. Mas, se incluem feijão, a gente tá aceitando). Era em um lugar bonito, do lado de um canal, da Cité des Sciences e tals. Mas um pouco longe e tava frio. Muito frio. E a casa de show chamava Cabaret Sauvage.
E eu e a Fe temos o hábito de conversarmos alto, em português, como se estivéssemos em casa, em qualquer lugar. Claro que, antes de chegarmos, dois brasileiros já falaram 'boa noite' e começaram a rir da nossa cara de 'ai, eles entendem'. E aí a gente viu que tinha uma fila imensa pra entrar. E várias pessoas tentando comprar ingressos, porque já havia acabado. Os cambistas nem sabem como poderiam lucrar aqui...
Entramos, fomos direto para a fila da 'feijoada', que na verdade era um pratinho de plástico, com feijão preto, arroz, farinha e umas peças de carne bem de terceira, sabe? A gente ainda pediu os pratos com mais linguiça (a que nível chegamos).
Começamos a procurar o shot de cachaça, na Festa da Cachaça. MAS. Disseram que o fornecedor não entregou. E ficamos sem. Tivemos que investir na cerveja (que custava 8 euros, cada copo grande, vejabem).
Jorge Aragão subiu no palco bem tarde, é claro. Antes dele, teve até aula de forró, com uma professora brasileira que explicava os passos (e falava 'forrô').
Depois da aula do forró, Jorge Aragão apareceu. E gritou 'alô comunidade brasileira em Paris'. Alguém viu o filme do Jean Charles? Foi exatamente a cena do começo do show do Sidney Magal, com a diferença que aqui devia ter mais travesti e prostituta (esse não é um comentário preconceituoso. É só uma impressão da situação).
E, junto com o samba, começou um anda-anda num clima de muita azaração. Sério. O povo não tava lá para ver o show. Um português me perguntou 'como chama o cantor?'. Pois é.
O setlist deu uma melhorada boa no final. E daí a gente já tava no clima, já tinha pulado num estilo micareta e gritado alto os clássicos 'Coisinha tão bonitinha do pai' e 'Vou festejar' e até a música de carnaval da Globo.
Saímos cansadas e prometemos nem conversar antes de dormir, porque domingo tínhamos compromisso: almoço na casa do Pablo, outro brasileiro que trabalha aqui e fez camarão na moranga! De sobremesa, brigadeiro levado pelo Pedro. Hum. Dá água na boca de lembrar.
Oi Lu,
ResponderExcluirQue bom ser estudante,apesar de ter que estudar,
ralar pela língua nova, estudar ingles novamente, tem festas para comemorar....
Então vale a pena tal sacrifício...
Estou feliz porque com o seu presente de Natal, as fotos sairão melhores....rsrsrsrsrsr (concorda comigo?)
Continue feliz.
DEUS TE ABENÇÕE MINHA FILHA.
bjs. NEQUEAV
mama
Celia