terça-feira, 29 de novembro de 2011

Week-end

Eu ia escrever ontem do fim de semana, mas estava empolgada por ter acabado de enviar o presente da amiga secreta. Então, agora, vai a descrição do week-end tipicamente lucianístico. Começou na sexta, em uma petite soirée na casa de um colega brasileiro, que também está fazendo Master aqui. Na volta, eu e a Anna estávamos no metrô e eu decidi descer na estação Saint Michel. Quando estávamos na plataforma, fora do vagão, ela disse 'mas, Lu, não é aqui a baldeação'. E o metrô fechou. E o alto-falante soltou 'essa estação vai fechar daqui a dez minutos'. Ou seja, era o último metrô. Aí descemos e começamos a procurar táxi. Até que vimos uma fila e fomos até lá. Mas aí olhamos para o lado e tinha uma árvore de Natal em frente da Notre Dame. A gente foi até a igreja para tirar fotos. Mas a câmera não colaborou...aí tem que escolher: ou só dá para ver bem a igreja, ou só a árvore, ou só as modeletes. Tudo junto não rolou, como mostra a imagem abaixo.


No sábado, fui com a Fernanda a um show do Jorge Aragão, que na verdade ia acontecer em um evento chamado Festa da Cachaça e prometia ainda feijoada e shot dessa bebida de graça (na verdade, a frase era ambígua no flyer e a gente já não tava acreditando que os dois eram 'prêmios'. Mas, se incluem feijão, a gente tá aceitando). Era em um lugar bonito, do lado de um canal, da Cité des Sciences e tals. Mas um pouco longe e tava frio. Muito frio. E a casa de show chamava Cabaret Sauvage.


E eu e a Fe temos o hábito de conversarmos alto, em português, como se estivéssemos em casa, em qualquer lugar. Claro que, antes de chegarmos, dois brasileiros já falaram 'boa noite' e começaram a rir da nossa cara de 'ai, eles entendem'. E aí a gente viu que tinha uma fila imensa pra entrar. E várias pessoas tentando comprar ingressos, porque já havia acabado. Os cambistas nem sabem como poderiam lucrar aqui...

Entramos, fomos direto para a fila da 'feijoada', que na verdade era um pratinho de plástico, com feijão preto, arroz, farinha e umas peças de carne bem de terceira, sabe? A gente ainda pediu os pratos com mais linguiça (a que nível chegamos).

Começamos a procurar o shot de cachaça, na Festa da Cachaça. MAS. Disseram que o fornecedor não entregou. E ficamos sem. Tivemos que investir na cerveja (que custava 8 euros, cada copo grande, vejabem).

Jorge Aragão subiu no palco bem tarde, é claro. Antes dele, teve até aula de forró, com uma professora brasileira que explicava os passos (e falava 'forrô').


Depois da aula do forró, Jorge Aragão apareceu. E gritou 'alô comunidade brasileira em Paris'. Alguém viu o filme do Jean Charles? Foi exatamente a cena do começo do show do Sidney Magal, com a diferença que aqui devia ter mais travesti e prostituta (esse não é um comentário preconceituoso. É só uma impressão da situação).


E, junto com o samba, começou um anda-anda num clima de muita azaração. Sério. O povo não tava lá para ver o show. Um português me perguntou 'como chama o cantor?'. Pois é.


O setlist deu uma melhorada boa no final. E daí a gente já tava no clima, já tinha pulado num estilo micareta e gritado alto os clássicos 'Coisinha tão bonitinha do pai' e 'Vou festejar' e até a música de carnaval da Globo.

Saímos cansadas e prometemos nem conversar antes de dormir, porque domingo tínhamos compromisso: almoço na casa do Pablo, outro brasileiro que trabalha aqui e fez camarão na moranga! De sobremesa, brigadeiro levado pelo Pedro. Hum. Dá água na boca de lembrar.

Um comentário:

  1. Oi Lu,

    Que bom ser estudante,apesar de ter que estudar,
    ralar pela língua nova, estudar ingles novamente, tem festas para comemorar....
    Então vale a pena tal sacrifício...

    Estou feliz porque com o seu presente de Natal, as fotos sairão melhores....rsrsrsrsrsr (concorda comigo?)

    Continue feliz.
    DEUS TE ABENÇÕE MINHA FILHA.
    bjs. NEQUEAV
    mama
    Celia

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