Seguindo essa lógica, hoje acordei, fiz várias coisas e fui para a aula. Saí cansada, meio desnorteada, pensando na quantidade enorme de trabalhos e provas desse mês. Cheguei em casa e lembrei que hoje era o dia do curso do batizado, na igreja aqui perto de casa, que chama Saint Joseph des Nations. E aí entra dona Ada, que me dizia que eu tinha de rezar para São José, porque Santo Antônio arruma namorado e já tava na hora de eu procurar marido, pai de família. Depois da nossa última desilusão conjunta (ela gostava muito do meu último ex-namorado), tenho a impressão que ela deu uma amenizada nas orações. Enfim. Retomando o assunto. Eu tava cansada, mas lembrei da vó Ada me falando bem de Saint Joseph. E lá fui eu.
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| Pra ninguém confundir: esse é o São José |
Parênteses. Sábado eu fui até a igreja perto da outra casa para perguntar do batismo, porque eu sabia que lá tinha uma comunidade portuguesa e talvez a preparação fosse em português. Claro que não tinha ninguém da comunidade no dia de informações para o batismo e, em francês, me disseram que eu tinha de procurar a minha paróquia. A madame foi até simpática e procurou numa listinha das igrejas de Paris. Chegando em casa, liguei para três igrejas da região. Ainda bem que, na mais próxima, disseram que tinha um curso nesta terça, e eu poderia participar. Eu falei com todo mundo. Expliquei que serei madrinha. E ninguém tinha me falado que nem precisava fazer o curso. Fecha parênteses.
Depois que o monsieur desinformado mas educado me disse que o curso não era obrigatório, eu fiz uma cara de meiga e respondi que, mesmo assim, queria participar porque no Brasil é obrigatório, COM CERTEZA. Afinal, sou neta da Ada e filha da Célia. Sei das formalidades da igreja ((essa última parte não falei pra ele)).
Aí fiquei quase duas horas, com outras três mães francesas, ouvindo um padre e uma senhora muito simpática explicarem todos os rituais de batismo na França. C'est-à-dire, se um dia tiver um filho nesse país, já sei até que é indicado trocar de roupa logo depois do batismo em si, dentro da igreja, e deixar o bebê sair com uma roupa branca, que significa a purificação. E ainda vou voltar à l'église amanhã, para pegar o atestado.
Aí cheguei em casa supercansada. Liguei o Skype para contar a minha saga e minha irmã (a mãe do Miguel) me diz: 'Vou te contar um segredo. Mamãe falou com o padre. Ele vai abrir uma exceção e os padrinhos não vão precisar fazer o curso'.
| O que eu não faço por esse gatinho? |

Lu querida, a cada que passa fico mais orgulhosa de você.
ResponderExcluirCumpridora dos deveres, estudante com garra,luta pelo que quer e chega lá....GRANDE MENINA...
Parabéns pelo dia de ontem, dever cumprido.
Sua admiradora,
mama
Celia
Pronto. Já tenho a carta, em francês.
ResponderExcluirQue bom que vc tem orgulho de mim. Eu me inspiro em vcs.
Saudadeeeees!
bjo