Eu não ia escrever mais nada no blog hoje. Porque tenho milhares de coisas pra fazer. Mas é aniversário de São Paulo e um monte de gente está por aí, fazendo declarações. Eu não pude deixar de pensar na minha relação com a cidade. Foi SP que me trouxe para Paris. Na verdade, foi SP que me transformou no que eu sou hoje. Foi ela que me ensinou a trabalhar, tirou meu medo de dirigir, me deu tantos amigos...Foi lá que passei os melhores anos da minha vida.
Eu lembro do começo do meu 'relacionamento' com SP. Depois de fazer os vestibulares e antes de saber os resultados, peguei um ônibus em Campinas (SP) para Balneário Camboriú (SC). Quando ele parou na rodoviária do Tietê, na Zona Norte da capital, olhei para aquela movimentação toda e pensei "Meu Deus, eu nunca vou conseguir andar sozinha aqui". Até comentei com meus pais.
Alguns meses depois, as aulas já tinham começado e atravessei a mesma rodoviária, numa sexta-feira, para pegar o ônibus de volta para Piracicaba (SP). Lembro até hoje da sensação de superação e do orgulho que senti de não ter mais medo e até estar começando a ficar mais íntima daquela pauliceia desvairada.
Hoje lembrei ainda que, quando falei pra minha mãe que fui aprovada por uma universidade de Paris, ela chorou (eu também, claro). Mas meu pai fez uma ponderação importante. Ele disse que, guardadas as devidas proporções, a minha mudança para fazer faculdade foi muito mais ousada do que essa. Eu saí de Piracicaba com 17 anos, rumo a São Bernardo do Campo. Que, para mim, era SP. Aos poucos, fui aprendendo a me virar na metrópole e cheguei à Av. Paulista. Aos poucos, meu mundo foi ficando bem maior do que aquela área que reúne tantos milhões de habitantes. Aos poucos, SP foi me deixando pronta para alçar novos voos. E aí, de repente, deixei a rodoviária para trás e fui até o aeroporto. Se não fosse SP, eu não estaria aqui.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Bizarre
Pensem numa pessoa alta, com peito e bunda. E com voz rouca, bem grossa. Não, não é um traveco. Sou eu, resfriada bem na semana das apresentações. Tsc, tsc.
sábado, 21 de janeiro de 2012
Le samba
Pensem num lugar apertado e quente. Muito quente. Mais quente do que isso. Bem, era assim o samba que fomos ontem (eu, Fernanda e Mayra, que saiu de Strasbourg para se divertir em Paris nesse week-end). O lugar escolhido para a sexta foi recomendado por um colega brasileiro que mora aqui há alguns anos. Chama Bairro Alto, fica perto da estação Bonne Nouvelle. Eu transpirei muito, como se tivesse tomando sol na areia da praia, ao meio-dia. Sambei como se estivesse num ensaio de escola de samba. Tomei caipirinha, pq era mais gelada do que a cerveja. Fiquei dividindo espaço com franceses que balançavam os pés freneticamente achando que estavam sambando e, principalmente, com uma senhora estranha, que se remexia o tempo todo, com os olhos fechados (tipo sentindo a música) e fazia barulho de árabe (lembram de 'O Clone'?) de tempos em tempos. Foi muito bom.
Hoje (sábado), o programa era estudar. Mas decidimos almoçar fora e, gente, fomos a um restaurante brasileiro. Caipirinhas e batidas muito boas e coxinha de verdade. Tem noção? Mas agora tenho de voltar à realidade. E vou estudar. Courage para mim.
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| Foto tirada pelo celular, por isso tá péssima |
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Janvier
Sabe aquela história de ano novo, vida nova? Tá meio complicada essa nova vida por aqui.
Até tive boa notícia. Mas teve a morte da minha avó, tem milhares de provas e trabalhos, tem minha olheira que já tá quase no queixo. Gente. Cadê aquela festa toda do réveillon? Parece que foi há séculos.
PS: Só pra não brigar com santo (dona Ada tb me ensinou que isso não se faz), acendi velas para Santo Antônio lá na igreja de São José. Achei melhor deixar registrado.
Até tive boa notícia. Mas teve a morte da minha avó, tem milhares de provas e trabalhos, tem minha olheira que já tá quase no queixo. Gente. Cadê aquela festa toda do réveillon? Parece que foi há séculos.
PS: Só pra não brigar com santo (dona Ada tb me ensinou que isso não se faz), acendi velas para Santo Antônio lá na igreja de São José. Achei melhor deixar registrado.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Le baptême
Ainda de "ressaca" depois de perder a minha avó, tive que retomar o foco. Ou pelo menos tentar. E aí que se alguém me perguntar hoje: quem é você? Eu respondo: étudiante en Master 2, neta da dona Ada, filha da Célia e tia-quase-madrinha do Miguel.
Seguindo essa lógica, hoje acordei, fiz várias coisas e fui para a aula. Saí cansada, meio desnorteada, pensando na quantidade enorme de trabalhos e provas desse mês. Cheguei em casa e lembrei que hoje era o dia do curso do batizado, na igreja aqui perto de casa, que chama Saint Joseph des Nations. E aí entra dona Ada, que me dizia que eu tinha de rezar para São José, porque Santo Antônio arruma namorado e já tava na hora de eu procurar marido, pai de família. Depois da nossa última desilusão conjunta (ela gostava muito do meu último ex-namorado), tenho a impressão que ela deu uma amenizada nas orações. Enfim. Retomando o assunto. Eu tava cansada, mas lembrei da vó Ada me falando bem de Saint Joseph. E lá fui eu.
Cheguei e a madame da sacristia nem sabia que ia ter curso de batismo. Me levou para uma sala ao lado da igreja, que tinha várias camas dessas de montar, com uma mesa enorme, e tive a impressão que o lugar funcionava como um albergue para sem-teto. Aí um monsieur que estava lá foi comigo até a secretaria da igreja, deu uma olhada num livro e viu que sim, tinha a preparação do baptême. Aí expliquei que sou brasileira, que vou para o Brasil batizar meu sobrinho e precisava de um atestado da preparação do sacramento. Sabe o que ele respondeu? 'Vc tem certeza? Porque na França só os pais fazem o curso. A madrinha não precisa'.
Parênteses. Sábado eu fui até a igreja perto da outra casa para perguntar do batismo, porque eu sabia que lá tinha uma comunidade portuguesa e talvez a preparação fosse em português. Claro que não tinha ninguém da comunidade no dia de informações para o batismo e, em francês, me disseram que eu tinha de procurar a minha paróquia. A madame foi até simpática e procurou numa listinha das igrejas de Paris. Chegando em casa, liguei para três igrejas da região. Ainda bem que, na mais próxima, disseram que tinha um curso nesta terça, e eu poderia participar. Eu falei com todo mundo. Expliquei que serei madrinha. E ninguém tinha me falado que nem precisava fazer o curso. Fecha parênteses.
Depois que o monsieur desinformado mas educado me disse que o curso não era obrigatório, eu fiz uma cara de meiga e respondi que, mesmo assim, queria participar porque no Brasil é obrigatório, COM CERTEZA. Afinal, sou neta da Ada e filha da Célia. Sei das formalidades da igreja ((essa última parte não falei pra ele)).
Aí fiquei quase duas horas, com outras três mães francesas, ouvindo um padre e uma senhora muito simpática explicarem todos os rituais de batismo na França. C'est-à-dire, se um dia tiver um filho nesse país, já sei até que é indicado trocar de roupa logo depois do batismo em si, dentro da igreja, e deixar o bebê sair com uma roupa branca, que significa a purificação. E ainda vou voltar à l'église amanhã, para pegar o atestado.
Aí cheguei em casa supercansada. Liguei o Skype para contar a minha saga e minha irmã (a mãe do Miguel) me diz: 'Vou te contar um segredo. Mamãe falou com o padre. Ele vai abrir uma exceção e os padrinhos não vão precisar fazer o curso'.
Seguindo essa lógica, hoje acordei, fiz várias coisas e fui para a aula. Saí cansada, meio desnorteada, pensando na quantidade enorme de trabalhos e provas desse mês. Cheguei em casa e lembrei que hoje era o dia do curso do batizado, na igreja aqui perto de casa, que chama Saint Joseph des Nations. E aí entra dona Ada, que me dizia que eu tinha de rezar para São José, porque Santo Antônio arruma namorado e já tava na hora de eu procurar marido, pai de família. Depois da nossa última desilusão conjunta (ela gostava muito do meu último ex-namorado), tenho a impressão que ela deu uma amenizada nas orações. Enfim. Retomando o assunto. Eu tava cansada, mas lembrei da vó Ada me falando bem de Saint Joseph. E lá fui eu.
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| Pra ninguém confundir: esse é o São José |
Parênteses. Sábado eu fui até a igreja perto da outra casa para perguntar do batismo, porque eu sabia que lá tinha uma comunidade portuguesa e talvez a preparação fosse em português. Claro que não tinha ninguém da comunidade no dia de informações para o batismo e, em francês, me disseram que eu tinha de procurar a minha paróquia. A madame foi até simpática e procurou numa listinha das igrejas de Paris. Chegando em casa, liguei para três igrejas da região. Ainda bem que, na mais próxima, disseram que tinha um curso nesta terça, e eu poderia participar. Eu falei com todo mundo. Expliquei que serei madrinha. E ninguém tinha me falado que nem precisava fazer o curso. Fecha parênteses.
Depois que o monsieur desinformado mas educado me disse que o curso não era obrigatório, eu fiz uma cara de meiga e respondi que, mesmo assim, queria participar porque no Brasil é obrigatório, COM CERTEZA. Afinal, sou neta da Ada e filha da Célia. Sei das formalidades da igreja ((essa última parte não falei pra ele)).
Aí fiquei quase duas horas, com outras três mães francesas, ouvindo um padre e uma senhora muito simpática explicarem todos os rituais de batismo na França. C'est-à-dire, se um dia tiver um filho nesse país, já sei até que é indicado trocar de roupa logo depois do batismo em si, dentro da igreja, e deixar o bebê sair com uma roupa branca, que significa a purificação. E ainda vou voltar à l'église amanhã, para pegar o atestado.
Aí cheguei em casa supercansada. Liguei o Skype para contar a minha saga e minha irmã (a mãe do Miguel) me diz: 'Vou te contar um segredo. Mamãe falou com o padre. Ele vai abrir uma exceção e os padrinhos não vão precisar fazer o curso'.
| O que eu não faço por esse gatinho? |
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Ma grand-mère
Querida vó Ada,
Outro dia eu disse, aqui mesmo nesse blog, que sabia escrever em português. Pois é, as coisas mudaram. Agora tenho a impressão que não sei escrever em nenhum idioma. E é pior ainda quando quero conversar com pessoas importantes, como a senhora.
A última vez que nos falamos foi em 31 de dezembro do ano passado. Liguei para te desejar feliz ano novo e a senhora me desejou o mesmo. Deu a bênção, disse que ia rezar para Deus continuar me abençoando. Eu estava com as minhas amigas aqui e não deu para conversarmos muito. Eu até pensei em te ligar esses dias, novamente, para contar que encontrei uma outra igreja com comunidade portuguesa perto da minha nova casa aqui em Paris. Mas ainda não fui conhecer a igreja. E sabia que a senhora ia me perguntar detalhes e se já fui à missa. E perdi hora. Não fui à missa hoje.
E, depois de perder hora, minha irmã me ligou para dar a pior notícia que recebi na minha nova vida em Paris. Como assim, dona Immaculada? A senhora não me esperou para se despedir? Eu tinha tanta coisa para contar para a senhora...tantas fotos para mostrar...tantas situações engraçadas...tantos detalhes de viagens...tantas histórias que nos fariam dar risadas...que te deixariam com aquele sorrisinho meiguinho no rosto...ou que te fariam falar qualquer palavrão...
Eu queria ter ido à igreja da Nossa Senhora das Graças para comprar as medalhas que a senhora adora. Eu queria ter comprado várias guloseimas pra levar para a senhora deixar escondido no quarto, feito criança. Também queria te levar queijos diferentes, daqueles fortes que a gente adora. Eu queria te levar um casaco quentinho, porque aqui os casacos são mais quentinhos. Eu queria te contar que meu francês está melhorando. Porque sei que isso te deixaria orgulhosa. Eu ainda tinha tanta coisa pra conversar...
Eu queria arrumar minhas malas correndo e chegar a tempo de te dar um abraço. Mas não dá mais tempo, né? Eu queria chegar a tempo de dizer que amo a senhora, muito mais do que a senhora pode imaginar. Eu sei que muito do que sou devo às pessoas que cuidaram de mim desde pequenininha. Eu tentei aprender as lições que a senhora tentou me passar. Eu tentei te agradecer pelas orações, em vez de só pedir um pouco da sua fé 'emprestada'.
No fim das contas, vó, a gente não vai se despedir...e isso dói. Dói muito. Mas eu sei que a senhora estava cansada. Já havia repetido várias vezes que 'passou do prazo de validade'. Como tantas outras vezes, não concordo, mas respeito a sua vontade/opinião.
Eu só queria dizer, vó, que tenho saudades e que sei que essas saudades não vão acabar nunca. Eu só te peço para a senhora continuar olhando por mim, como fez desde que saí da barriga da minha mãe. E que me ajude a me acostumar a viver sem esse pedaço que perdi hoje.
Outro dia eu disse, aqui mesmo nesse blog, que sabia escrever em português. Pois é, as coisas mudaram. Agora tenho a impressão que não sei escrever em nenhum idioma. E é pior ainda quando quero conversar com pessoas importantes, como a senhora.
A última vez que nos falamos foi em 31 de dezembro do ano passado. Liguei para te desejar feliz ano novo e a senhora me desejou o mesmo. Deu a bênção, disse que ia rezar para Deus continuar me abençoando. Eu estava com as minhas amigas aqui e não deu para conversarmos muito. Eu até pensei em te ligar esses dias, novamente, para contar que encontrei uma outra igreja com comunidade portuguesa perto da minha nova casa aqui em Paris. Mas ainda não fui conhecer a igreja. E sabia que a senhora ia me perguntar detalhes e se já fui à missa. E perdi hora. Não fui à missa hoje.
E, depois de perder hora, minha irmã me ligou para dar a pior notícia que recebi na minha nova vida em Paris. Como assim, dona Immaculada? A senhora não me esperou para se despedir? Eu tinha tanta coisa para contar para a senhora...tantas fotos para mostrar...tantas situações engraçadas...tantos detalhes de viagens...tantas histórias que nos fariam dar risadas...que te deixariam com aquele sorrisinho meiguinho no rosto...ou que te fariam falar qualquer palavrão...
Eu queria ter ido à igreja da Nossa Senhora das Graças para comprar as medalhas que a senhora adora. Eu queria ter comprado várias guloseimas pra levar para a senhora deixar escondido no quarto, feito criança. Também queria te levar queijos diferentes, daqueles fortes que a gente adora. Eu queria te levar um casaco quentinho, porque aqui os casacos são mais quentinhos. Eu queria te contar que meu francês está melhorando. Porque sei que isso te deixaria orgulhosa. Eu ainda tinha tanta coisa pra conversar...
Eu queria arrumar minhas malas correndo e chegar a tempo de te dar um abraço. Mas não dá mais tempo, né? Eu queria chegar a tempo de dizer que amo a senhora, muito mais do que a senhora pode imaginar. Eu sei que muito do que sou devo às pessoas que cuidaram de mim desde pequenininha. Eu tentei aprender as lições que a senhora tentou me passar. Eu tentei te agradecer pelas orações, em vez de só pedir um pouco da sua fé 'emprestada'.
No fim das contas, vó, a gente não vai se despedir...e isso dói. Dói muito. Mas eu sei que a senhora estava cansada. Já havia repetido várias vezes que 'passou do prazo de validade'. Como tantas outras vezes, não concordo, mas respeito a sua vontade/opinião.
Eu só queria dizer, vó, que tenho saudades e que sei que essas saudades não vão acabar nunca. Eu só te peço para a senhora continuar olhando por mim, como fez desde que saí da barriga da minha mãe. E que me ajude a me acostumar a viver sem esse pedaço que perdi hoje.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Bonne année
Aqui em casa, 2011 acabou como foi durante o ano todo. Decidimos comer depois da meia-noite e tava todo mundo conversando. De repente a Mayra olhou para a televisão e já era 2012. Ou seja: preparei, pensei, investi naquele minuto. Mas as coisas aconteceram atropeladas. E foi assim. Já é 2012. Feliz ano novo para todo mundo.
Foi a primeira vez que 'recebi' nessa data. Mayra e Gabi, duas ex-estagiárias com quem trabalhei e que me orgulham muito, vieram aproveitar a virada em Paris. Mas não vou mentir -- não fui a responsável pela ceia. Quem preparou o salmão (maravilhoso), foi a Mayra. Assim como foi ela que deu orientação para o macarrão com molho branco e camarão. A Gabi ficou responsável pela parte mais mística da coisa. Foi dela a ideia da romã, da uva e de todas as outras iniciativas para garantir riqueza, felicidade, sucesso, saúde e muito amor no ano novo.
Não rolou festa na torre, nem na Champs Elysées. Não rolou nem a festa que a gente tava querendo ir, no 16 eme arrondissement. Mas eu estava com pessoas queridas e me diverti muito. O problema é essa sensação de vazio depois que todo mundo foi embora. Mas tá bom. Chega de drama -- é uma das promessas. Que venha 2012!
Foi a primeira vez que 'recebi' nessa data. Mayra e Gabi, duas ex-estagiárias com quem trabalhei e que me orgulham muito, vieram aproveitar a virada em Paris. Mas não vou mentir -- não fui a responsável pela ceia. Quem preparou o salmão (maravilhoso), foi a Mayra. Assim como foi ela que deu orientação para o macarrão com molho branco e camarão. A Gabi ficou responsável pela parte mais mística da coisa. Foi dela a ideia da romã, da uva e de todas as outras iniciativas para garantir riqueza, felicidade, sucesso, saúde e muito amor no ano novo.
Não rolou festa na torre, nem na Champs Elysées. Não rolou nem a festa que a gente tava querendo ir, no 16 eme arrondissement. Mas eu estava com pessoas queridas e me diverti muito. O problema é essa sensação de vazio depois que todo mundo foi embora. Mas tá bom. Chega de drama -- é uma das promessas. Que venha 2012!
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